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Mostrando postagens com o rótulo Crítica

Umbandistas criticando a Páscoa

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Eu nunca fiz parte do catolicismo e, por extensão, nunca dei maior importância a seus feriados (apesar de adorar todos eles), porém, aprendi com a própria espiritualidade a respeitar qualquer tipo de fé que faça os seres humanos melhores. Podem ver que normalmente não publico nada sobre festas tradicionalmente católicas simplesmente porque nunca fizeram parte do meu cotidiano... No entanto, também nunca as desmereci e muito menos as atacaria, o que seria um contrassenso. No entanto, nessa Páscoa, o que encontrei de umbandistas falando bobagem na internet, é impressionante! Os posts vão desde: “não temos nada a ver com a Semana Santa” até “Jesus não tem nada a ver com a Umbanda”. Eu me pergunto: se esses umbandistas descreem de tudo isso, deveriam também negar o feriado e se oferecerem para trabalhar nele, não? Mas, algo me diz que, apesar de frequentemente militarem na internet em desfavor de qualquer herança cristã na Umbanda (e por mais que neguem, ela existe), eles ainda aproveitara...

Cuidado com o excesso de tolerância

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  Eu tive uma professora que dizia uma frase de muita sabedoria: o segredo da tolerância não é tolerar tudo, mas saber o que tolerar. E acho que ela tinha razão! Em minha jornada na Umbanda já encontrei pessoas difíceis de serem toleradas e hoje contarei a história de uma delas. Trata-se de uma senhora, infeliz e com o coração conturbado que, por algum tempo, trabalhou ao meu lado. Inicialmente, aproximou-se de mim pelo elogio: enaltecia-me, colocava-me nas alturas, chegava a me constranger. Como detesto bajulação, fui ignorando e esse ignorar se transformou numa certa mágoa: fui de anjo à diabo, rapidinho... Com o tempo, passou a falar mal de mim e das minhas entidades para outros médiuns e mesmo para a consulência. Quando soube, naturalmente, fiquei irritado. Fui me aconselhar com o Velho que me pedia paciência e tolerância, dizendo que esta senhora era um elo fraco na corrente e que através dela falavam os inimigos do trabalho. Respirei fundo e nunca lhe disse nada. Fingia que n...

Falsas psicografias pela internet

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Estava jantando quando a minha esposa me chamou para ver um vídeo no TikTok (sempre ele...), onde um suposto médium fazia uma live. O tom da live era semelhante a outras que já vi na rede: “vamos bater a nossa meta”, “muito obrigado pelo presente” (envio de dinheiro virtual pela plataforma), etc. O suposto médium falava, interagia com seus telespectadores (que somavam 350 quando vi) e trazia algumas palavras de conforto de cunho geral. Ao fundo, imagens de Chico Xavier, Kardec e uma música suave. A cada novo “presentinho”, uma efusiva comemoração. O trabalho começou e os que enviaram presentes de maior valor foram selecionados para ter uma carta psicografada. Um homem apresentou o nome do pai e recebeu uma mensagem mais ou menos nos seguintes moldes: A espiritualidade amiga atende ao pedido do irmão fulado (sem citar sobrenome, como estava no TikTok) e informa que seu pai, Sr. Beltrano, se encontra reencarnado no meio da família (novamente, sem citar nome)... A carta termina com alguma...

Maior desafio da Umbanda

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Um dos grandes desafios dos terreiros é a mútua tolerância. Muitos pensam que ao entrar para a Umbanda sofrerão ataques espirituais, perseguições de obsessores, demandas terríveis (e, sim, em algum nível, tudo isso pode acontecer), porém, nem de longe estas coisas representam a maior dificuldade da vida religiosa que pode ser resumida na seguinte expressão: o outro! Pois é, a maior dificuldade de qualquer terreiro são “os outros”. Reunir pessoas diferentes, com culturas diferentes, diferentes educações e visões de mundo, sem contar as pendências espirituais que ardem no coração de cada um e colocá-las todas juntas num único projeto de espiritualidade, eis o maior desafio de qualquer religião! Concatenar esforços e objetivos em comum deixando de lado o “eu” para pensar em “nós” é um grande desafio para qualquer religioso e, no que se refere aos terreiros, uma realidade pungente... Aos companheiros de boa vontade cuja recompensa por seus esforços quase sempre redunda em ingratidão (eu be...

Terreiros de Umbanda ruins - Parte 3

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Encerrando esta série de postagens sobre os terreiros ruins, gostaria de abordar um ponto fundamental: de quem é a responsabilidade? Frequentemente, as pessoas que se dizem vítimas de terreiros ruins contam suas histórias como se elas próprias fossem as criaturas mais inocentes da face da Terra... No entanto, quase sempre, elas tiveram inúmeras provas dos desajustes da casa, porém, preferiram ignorá-las até que elas próprias se tornaram a “bola da vez”. Quando isso acontece, a pessoa se retira da casa cheia de mágoas, desabafa nos grupos de WhatsApp/Facebook e esbraveja para todo canto sua indignação que, diga-se, poderia ter sido evitada se tivesse sido mais previdente... Este é o ponto fundamental: terreiro ruim só existe porque muita gente gosta é disso mesmo. Esta é uma verdade amarga e incômoda de se aceitar. Existem pessoas que gostam é de bagunça, de incoerência, de bizarrices, de “beco”, elas só não gostam quando o chumbo as atinge, porém, até que isso aconteça, seguem levando ...

Terreiros de Umbanda ruins - Parte 2

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Ontem publiquei um texto em que afirmo que, infelizmente, boa parte dos terreiros de Umbanda não são bons. Hoje, em nosso grupo de WhatsApp, houve uma discussão que apenas reforçou o meu ponto de vista. O caso é o seguinte: a pessoa frequentava um terreiro de Umbanda que tinha algumas práticas estranhas. Ao comunicar a dirigente que gostaria de se desligar da casa, a mesma teria “colocado” alguns exus para persegui-la, causando muita perturbação em sua vida. O fato, em si, não é impossível, pois existem muitos dirigentes que estão rodeados por espíritos ruins... A questão é que isso não é Umbanda, é uma caricatura de Umbanda! No entanto, se a pessoa só conhece esse tipo de terreiro, desestruturado, ela vai concluir que em todo lugar é assim e não é! Tudo em matéria de espiritualidade é sintonia e se em tal terreiro se sintoniza com o mal, então, naturalmente, as entidades que atuarão ali serão entidades descompromissadas com o bem e que usarão quaisquer nomes que insuflem medo ou respe...

Terreiros de Umbanda ruins - Parte 1

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Infelizmente (e digo isso com profundo pesar) a Umbanda é uma religião que não conseguiu se organizar internamente. Isto quer dizer que não se pode confiar que o terreiro em vista será bom simplesmente pelo fato de se dizer umbandista... É preciso conhecê-lo, sondá-lo, avaliá-lo para, enfim, saber se de fato é uma boa casa ou não. Apesar de ser uma pena falar esse tipo de coisa, é também uma realidade (pelo menos, do meu ponto de vista) e não podemos ignorar a realidade em nome de uma visão ideal de mundo e de religião! Costumo dizer que 50% dos terreiros estão perdidos, isto é, as pessoas não sabem bem o que fazem... Suas práticas são um misto de superstição e desconhecimento, sempre com afirmações absurdas, sem fundamento e, frequentemente, potencialmente nocivas. São casas que pegam pela vaidade ou pelo medo... Do montante seguinte, 25% são terreiros bons, capazes de realizar bons trabalhos espirituais, de prestar um auxílio genuinamente fundado na caridade, porém, sofrem sérios pro...

Magos de internet se achando Voldemort

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Hoje à tarde entrou uma pessoa no grupo de WhatsApp Umbanda Simples e fez uma série de postagens sobre seus trabalhos espirituais prometendo céus e terras a qualquer incauto que acredite em seus pretensos poderes. Apresentando-se como mago, divulgou Instagram, grupo de WhatsApp, postou fotos de seus trabalhos (diga-se: todos de magia negativa) e, pelo visto, parecia sentir-se um novo Voldemort... Chega a dar pena! A única magia que de fato este tipo de pessoa sabe fazer é a do “spam” e “flood”, isto é, entram em grupos de WhatsApp ou do Facebook e inundam as redes com postagens repetitivas e propagandísticas, quase sempre, vendendo uma imagem que não condiz com a realidade. Quem realmente faz magia negativa não cola cartaz em poste e não faz esse tipo de divulgação... As pessoas vão ao encontro do mago, ele não fica “gritando” desesperado por atenção nas redes. Seja como for, estas pessoas se aproveitam da ignorância que a sociedade tem em relação à Umbanda e vendem suas práticas/traba...

Ou se faz o bem ou se faz o mal

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Imagine um faxineiro que, como o próprio nome sugere, tem como principal função, a limpeza. Trata-se de um exímio faxineiro. Todos os seus clientes adoram e recomendam. Pensou em limpeza? Pode chamá-lo. Porém, isto apenas de segunda à sexta-feira. No sábado a coisa muda. Ao invés de faxinar, ele suja a casa de seus clientes. Sim, você não entendeu errado: Limpeza? Apenas de segunda à Sexta. Sábado? Sábado é o dia da maldade, da sujeira, de revirar o chorume do mundo... Faz sentido para você que alguém trabalhe desta forma? Para mim, também não. Contudo, é o que pretendem estes supostos sacerdotes que dizem praticar Umbanda e também fazem: amarração, derrubada de chefe, enfraquecimento de inimigo, deixar a pessoa louca, separar casais e por aí vai... O próprio Jesus nos ensinou: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”. Lucas 6:24 Não dá para servir à dois senhores, não dá...

Na dúvida, pergunte!

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Não saia do terreiro com dúvidas. Não entendeu? Pergunte! Frequentemente, sou procurado por pessoas que me relatam suas consultas espirituais, manifestando dúvidas em relação às orientações recebidas e, na sequência, me pedem uma interpretação do que foi dito... Isso é muito difícil! Como em toda conversa, somente quem falou é que pode dizer com precisão o que “queria dizer”. Qualquer outra pessoa pode apenas especular sobre o que acha que o outro queria ter dito. A entidade pergunta: - Entendeu, filho? O consulente responde que sim. Mas, basta sair do terreiro para perceber que, muitas vezes, não compreendeu direito ou não compreendeu nada. Isso sem falar das distorções... Como médium consciente e que se lembra razoavelmente dos atendimentos, muitas vezes, ao fim dos trabalhos, procuro a rua para tomar ar fresco e, diversas vezes, surpreendi consulentes relatando a outros a orientação recebida através de mim, porém, narrando coisas totalmente diferentes do que a entidade lhe disse... ...

A Umbanda não é melhor que outras religiões

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A Umbanda não é melhor que o Espiritismo, Catolicismo, Candomblé, Budismo, Santo Daime ou qualquer outra religião. Não existe religião melhor que a outra. Pensar isso é fanatismo... As religiões são boas para os indivíduos que se identificam com elas e podem ser completamente indiferentes para quem não as conhece.  Frequentemente, contudo, vemos umbandistas “vendendo” a imagem da Umbanda como uma “tábua de salvação”, uma religião “milagreira” ou coisa parecida. Tudo isso é ilusão. Em todas as religiões se pode obter bençãos, em todas se pode conseguir um “milagre”.  As religiões são apenas caminhos que Deus oferece à humanidade para que cada um possa se guiar por critério de afinidade. São como faixas numa rodovia, mostrando os limites por onde devemos trafegar. Para onde vamos? Depende de nossos passos. Receber uma benção do Alto é, sim, possível e já vi acontecer algumas vezes. Depende, contudo, fundamentalmente de alguns fatores: provação individual, merecimento e de Deus. ...

Oferendas não podem virar lixo nas praias

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Em 1958, Capitão Pessoa, um umbandista aguerrido, publicou um artigo no jornal O Semanário para contrapor os argumentos apresentados por um sacerdote de outra religião que acusava os umbandistas de sujarem as praias com suas oferendas na virada do ano. Na ocasião, Pessoa disse que se tratava de uma acusação falsa, pois os umbandistas oferendavam apenas champanhe, derramando o líquido nas espumas do mar e pétalas de rosas brancas que eram atiradas nas águas enquanto as orações, pedidos e agradecimentos eram feitos. Tanto a garrafa quanto o caule com os espinhos eram descartados no local correto, deixando a praia limpa. Talvez ele tivesse razão naquela época, mas e hoje? O que diria Capitão Pessoa vendo que todo ano centenas de terreiros organizam caravanas até as praias de todo o Brasil para realizarem suas oferendas, utilizando barquinhos, espelhos, perfumes e uma série de outros utensílios “ofertados” à Iemanjá que, no dia seguinte, serão encontrados de volta à praia e estamparão a ca...

Grupo de tolos

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Existe um certo tipo de grupo na internet que permeia o universo umbandista/candomblecista que são os chamados grupos de “Ejó”, palavra em Iorubá que significa “confusão, conflito”. Nestes grupos, o objetivo é comentar de forma sarcástica fotos e vídeos religiosos dos chamados “Becos”, gíria do mesmo universo que faz referência às casas de fé desestruturadas, isto é, templos sem fundamentação, etc. A ideia, a princípio, parece boa... É aquela velha história de: vamos revelar toda a verdade, mas que frequentemente faz o tiro sair pela culatra. Há ainda outro termo comum neste universo: “marmoteiro” que, basicamente, faz referência a quem seja enganador ou que não saiba o que está fazendo/praticando em relação a seu culto. Assim, Ejó, Beco, Marmoteiro, são três palavras muito presentes nestes grupos que, como vocês viram pela foto deste post, não pode oferecer nada sério. Muitos dos que participam de grupos assim o fazem como se fosse uma brincadeira, um tipo de “zoação” com as coisas “e...