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Umbandistas criticando a Páscoa

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Eu nunca fiz parte do catolicismo e, por extensão, nunca dei maior importância a seus feriados (apesar de adorar todos eles), porém, aprendi com a própria espiritualidade a respeitar qualquer tipo de fé que faça os seres humanos melhores. Podem ver que normalmente não publico nada sobre festas tradicionalmente católicas simplesmente porque nunca fizeram parte do meu cotidiano... No entanto, também nunca as desmereci e muito menos as atacaria, o que seria um contrassenso. No entanto, nessa Páscoa, o que encontrei de umbandistas falando bobagem na internet, é impressionante! Os posts vão desde: “não temos nada a ver com a Semana Santa” até “Jesus não tem nada a ver com a Umbanda”. Eu me pergunto: se esses umbandistas descreem de tudo isso, deveriam também negar o feriado e se oferecerem para trabalhar nele, não? Mas, algo me diz que, apesar de frequentemente militarem na internet em desfavor de qualquer herança cristã na Umbanda (e por mais que neguem, ela existe), eles ainda aproveitara...

Como saber se um terreiro é bom?

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Há tempos eu sustento a opinião de que, lamentavelmente, uma parte considerável dos terreiros de Umbanda sejam ruins. Essa opinião foi construída, especialmente, nos anos de convivência/contato com pessoas de todo o Brasil e, por consequência, de todas as histórias que ouvi neste sentido. Mas, talvez você esteja se perguntando: como saber se um terreiro é bom? Essencialmente, observando três coisas: 1 – Os trabalhos são voltados ao bem? Os trabalhos espirituais se fundam em princípios como a benevolência, exercício das virtudes, do perdão, da compaixão, do amor ao próximo ou eventualmente se faz uma amarração, uma queimada de inimigo e por aí vai? Não é possível limpar e sujar ao mesmo tempo! Logo, o terreiro que não é compromissado com o bem é por natureza ruim. 2 – Como as pessoas se tratam? As pessoas do terreiro parecem felizes por estar ali ou estão sempre de cara feia? Há educação e cordialidade no trato de uns para com os outros ou se lava roupa suja na frente dos consulentes? L...

Onde descartar a oferenda?

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  Recentemente, uma pessoa perguntou: onde descartar os resíduos das oferendas? Respondi-lhe: no lixo! Ela então retrucou: mas, isso não é desrespeitoso? - Não! Desrespeitoso é jogar na esquina da casa de alguém, na porta do cemitério para os funcionários limparem ou na mata para poluir a natureza, etc. Em meados do século passado, era comum a orientação de jogar os resíduos numa mata, num rio, na cachoeira ou mesmo enterrá-los. Não era algo muito interessante, mas o mundo era outro e a população mundial era bem menor do que hoje, assim como os impactos ambientais também eram menores. Na atualidade, orientar alguém a jogar resíduos na natureza é um contrassenso! Em nosso terreiro, realizamos oferendas apenas em dias de homenagens, dentro do próprio terreiro e utilizamos basicamente frutas. Tudo é abençoado pelas entidades e, na sequência, distribuído para os consulentes. Não oferendamos nas matas nem deixamos resíduos na esquina de alguém, simplesmente, porque não faz sentido para ...

Há tempos se estraga a Umbanda

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  Este recorte é um trecho do livro: Umbanda e o Poder da Mediunidade , de Matta Silva, escrito em 1964. Trata-se de um resumo tão atual sobre o que se faz por aí em nome da Umbanda que parece ter sido escrito ontem, não é mesmo?

Todos somos maus em uma história mal contada

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Hoje eu assisti a uma série de vídeos no TikTok de pessoas que se desligaram do Candomblé. Entre os argumentos comuns, constavam coisas como: escravismo, abusos, desrespeito, “coisas erradas com o Santo” e por aí vai.  Certamente tudo isso pode ser verdade!  No entanto, nos últimos anos, tenho visto uma série de canais dos “apóstatas da fé”, isto é, indivíduos que alegam ter pertencido a um culto e que, repentinamente, despertaram, enxergaram a verdade e agora falam para todos os absurdos que vivenciaram lá dentro. No entanto, será que foi assim mesmo? Ao longo do tempo, cansei de ver espertalhões na internet vendendo ilusões. Porém, quando seus “negócios” fracassam, costumam correr para um novo seguimento e, lá dentro, retomam o caminho do filão de ouro, agora com uma nova roupagem, à espera dos próximos incautos que lhes darão aquilo que no seguimento anterior não conseguiram obter.  Por isso é tão importante termos cuidado com este tipo de fala, pois geralmente, essas ...

Posso acender vela em casa?

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  O uso das velas em rituais religiosos é um costume tradicionalmente católico e sua origem remonta aos tempos bíblicos. Existem várias passagens em que o fogo, especialmente, numa lamparina ou candelabro, representa, de alguma forma, algo espiritual, conforme podemos ler em: Êxodo 25,31-40; Levítico 24,1-4; Êxodo 27,21-22 e também no Novo Testamento: João 8:12; Mateus 5:14-16; Lucas 11,33-36 etc. Enfim, em várias passagens bíblicas se menciona algo espiritual ligado ao fogo, seja através de lamparinas, candelabros, sua luz e calor, não só para iluminar as noites e aquecer os corpos, mas também como símbolo espiritual da presença de Deus entre os homens.  Atualmente, o catolicismo atribui outros significados simbólicos às velas, como por exemplo: representação da luz de Jesus na Terra; o próprio sacrifício de Jesus representado na luz que queima e derrete a vela; o ardor de uma fé viva, entre outros significados.  É neste contexto que as velas chegam na Umbanda, interpre...