Umbanda Branca

 







A ideia de que a Umbanda Branca seja uma Umbanda “embranquecida” ou para brancos é absurda e anacrônica. Umbanda Branca é uma expressão de origem popular, historicamente verificável e faz referência, simplesmente, a uma prática umbandista que se aproxima mais da raiz espírita. Outra explicação que em algum nível se encontra e se entrelaça com a anterior, é a seguinte: Leal de Souza, em seu livro: O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda (1933), usa uma expressão interessante para se referir aos trabalhos espirituais que observou: Linha Branca de Umbanda e Demanda.

          Segundo sua própria narrativa:

O objetivo da Linha Branca de Umbanda e Demanda é a prática da caridade, libertando de obsessões, curando as moléstias de origem ou ligação espiritual, desmanchando os trabalhos de magia negra, e preparando um ambiente favorável a operosidade de seus adeptos”. (p. 43)

          Muito provavelmente, a expressão “Linha Branca” tenha surgido em oposição à “Linha Negra” ou à “Magia Negra” que, neste contexto, não possui conotação racial e, sim, caracterização magística, tratando-se de um conceito importado das ordens iniciáticas/ocultistas europeias8 e que pode ser encontrado até hoje na memória popular e nos livros da época que compreendiam “Magia Branca” (caminho da mão direita) como prática mágica benéfica e “Magia Negra” (caminho da mão esquerda) como prática mágica maléfica, simplificadamente.

          O objetivo da Linha Branca de Umbanda e Demanda era, como várias vezes disse o Caboclo das Sete Encruzilhadas, o de desmanchar trabalhos espirituais negativos, auxiliar na cura dos enfermos, esclarecer e direcionar os que sofrem, enfim, praticar a caridade conforme ensinou Jesus!

Portanto, Umbanda Branca não é Umbanda para brancos, “embranquecida”, ou qualquer outra coisa, senão, uma prática umbandista alicerçada em princípios cristãos e espíritas! 


Trecho do livro: Umbanda Branca. Para baixá-lo, clique aqui.





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