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Mostrando postagens com o rótulo Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda

Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda - Capítulo 10: Mantenha a chama acesa (final)

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Iniciada a caminhada mediúnica, o médium experimentará muitas dúvidas, tristezas e alegrias. Como dito no capítulo anterior, cada nova oportunidade de trabalho e aprendizado será um fator que enriquece o nosso espírito. Contudo, isso também passará. Com o correr dos anos, tudo que era novo e empolgante se tornará rotina. O médium perceberá que a queixa dos consulentes serão quase sempre as mesmas, as orientações de seus guias para os problemas apresentados serão quase sempre os mesmos (tendemos a pensar que somos únicos, seja em nossas virtudes ou problemas, mas isso não é verdade) e, com a rotina, vem o desânimo. O desânimo será o primeiro companheiro do médium. Depois, virão também os julgamentos dos companheiros, as decepções consigo mesmo e com os outros, as dificuldades da vida, as incompreensões familiares e, principalmente, a solidão. Lidar com tudo isso não é tarefa fácil, porém, algo inevitável e, cedo ou tarde, todos passam por isso, às vezes, mais de uma vez. Entre...

Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda - Capítulo 9: Primeiro Atendimento

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Após um percurso que pode ser mais ou menos longo, conforme o processo de cada um, chegará o momento em que o médium terá aprendido tudo quanto necessita para iniciar o seu trabalho, ainda que não se sinta pronto para isso. O medo de errar e de não conseguir passar corretamente as impressões da entidade, fará com que tal médium exercite sempre a humildade, não se deixando levar por megalomanias que só o conduziriam ladeira abaixo... Não existe ausência de medo, existe enfrentamento ao medo e, para isso, somente a experiência. Porém, não se iluda: os primeiros consulentes sofrerão o peso do medo, da insegurança e também da inexperiência do médium novato e, embora exista uma certa incompreensão por parte dos consulentes, que quase sempre recorrem aos terreiros ávidos por resolverem numa gira problemas que criaram para si mesmos a vida inteira, deveria ser fato notório, conhecido e compreendido que todo médium novato precisa de tempo para adquirir segurança em seu trabalho mediúnico e que...

Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda - Capítulo 8: Terceira fase do desenvolvimento: Firmeza

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A partir do momento em que o médium incorpora sozinho, conhece seus guias, sabe o que eles usam, consegue riscar o ponto e passa pelo menos um ano na segunda fase, chega-se, então, a última etapa do processo: a firmeza. Algo que não foi dito anteriormente e que convém dizer agora é que o processo de desenvolvimento tende a começar com incorporações rápidas, não mais do que alguns minutos e que vão se intensificando ao longo do tempo. Se o médium ficava incorporado, por exemplo, dez minutos, no começo da segunda fase, ao final, deverá conseguir ficar incorporado, pelo menos, meia hora. Se isto for alcançado, então, ele estará apto para a última etapa do processo, que consiste em ficar incorporado o maior tempo possível. Nesta etapa, apenas um único chakra ainda não está satisfatoriamente ligado ao médium: o Coronário (responsável pela recepção do pensamento do guia) e é por esta razão que, na fase anterior, os médiuns não são incentivados a falar durante a incorporação além do necessári...

Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda - Capítulo 7: Segunda fase do desenvolvimento: Incorporação

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A primeira coisa que precisa ser dita é que o espírito não entra no corpo do médium, permanece sempre fora. O que chamamos de incorporação é o entrelaçamento energético entre os 7 principais chakras da entidade e do médium. Estes chakras são: Coronário (topo da cabeça), Frontal (testa), Laríngeo (garganta), Cardíaco (coração), Umbilical (umbigo), Esplênico (baço), Básico (períneo). Você pode encontrar explicações sobre cada um deles na internet com facilidade, razão pela qual não me deterei em maiores considerações sobre suas funções. O que importa ficar claro é que a incorporação é o entrelaçamento energético de cada um destes chakras entre o médium e a entidade. Quando isto ocorre, dizemos que houve a incorporação e, por isso, não se pode falar em incorporação parcial, pois, incorporação é sempre total, quando todos esses chakras estão ligados aos do guia, o que varia é a intensidade do fluxo energético que, sim, pode ser fraco, mediano ou forte. O último chakra a ser conectado total...

Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda - Capítulo 6: Primeira fase do desenvolvimento: Irradiação

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A irradiação é a primeira fase do processo de incorporação. É o momento em que o médium sente a entidade envolver seu corpo com a sua energia, o que pode provocar alguns efeitos, como por exemplo: arrepio intenso na espinha, perda da sensibilidade visual/auditiva ou hiper excitação das mesmas, taquicardia, queda de pressão, lábios e mãos roxas/trêmulas, sensação de frio/calor, estômago/intestino “inquietos”, etc. Tudo isso significa que a entidade está envolvendo energeticamente o médium, alinhando seus chakras com o dele. Este processo é lento, gradativo e conforme há maior ou menor fluxo energético neste ou naquele chakra, há efeito nesta ou naquela parte do corpo humano. Girando Costumo dizer que a irradiação é como a primeira marcha de um carro, enquanto a incorporação, propriamente dita, é a quinta. Por isso, a irradiação não é um processo “leve” de incorporação, antes, é o estágio inicial da mesma, a primeira etapa. Nesta etapa, deve-se colocar o médium para girar. É preciso que ...

Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda - Capítulo 5: Resguardo

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Vamos fazer um salto em nosso livro, cujos primeiros capítulos foram introduções/orientações aos futuros médiuns, e pular diretamente para a parte prática da coisa, que é o objeto central deste estudo. Abaixo seguem algumas orientações de caráter universal e que devem ser seguidas para um bom desenvolvimento mediúnico: um dia antes do início do desenvolvimento, não se alimentar de carne, não ingerir bebidas alcoólicas ou fazer uso do fumo, não manter relações sexuais, redobrar os cuidados com a oração, cuidado com os sentimentos e fazer o banho de ervas. Este conjunto é chamado de resguardo (ou preceito) e é extremamente importante que os médiuns sigam cada uma destas recomendações para que, no momento do seu desenvolvimento, estejam com a melhor energia possível, a fim de realizar um bom trabalho. Contudo, mais do que recomendações, é preciso entender o porquê de tais recomendações e é justamente o que veremos agora. Carne Eu trabalhei muitos anos na zona rural e vi, diversas vezes, a...

Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda - Cap 4: O que esperar do desenvolvimento mediúnico?

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  Resolvidas as questões apontadas nos capítulos anteriores, resta-nos uma pergunta: o que esperar do desenvolvimento mediúnico? Para responde-la, falarei com absoluta franqueza. Muitas pessoas quando chegam nos terreiros imaginam que todos os médiuns sejam inconscientes, que eles simplesmente recebem seus guias, apagam e acordam no final da gira.  Isto foi realidade no começo do século passado, quando a espiritualidade precisava atuar de forma mais incisiva para desbravar os caminhos da religião, porém, hoje em dia, a imensa maioria dos médiuns são conscientes e lembram-se de boa parte do que ocorreu durante a gira. Saber disso é importante para que o candidato à mediunidade não se iluda imaginando que, ao chegar ao terreiro, será possuído como num filme de terror, porque este tipo de coisa não existe. O desenvolvimento mediúnico é, simplesmente, o desabrochar da mediunidade que cada um traz em si. O que fazemos é criar um ambiente espiritualmente seguro, com pessoas mais exp...

Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda: Capítulo 3: Encontrando um bom terreiro

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Talvez o terreiro que te levou a descobrir a sua mediunidade não seja o local mais interessante para você iniciar o seu desenvolvimento mediúnico: talvez fique longe da sua casa, talvez os dias de trabalho não se adequem ao seu caso, talvez você tenha visto coisas com a quais não concorde, etc. Porém, seja como for, o fato é bastante simples: você precisará de um terreiro! Porém, como encontrar um bom? Antes de entrar propriamente no assunto, gostaria de abordar três pontos que considero fundamentais para que todo candidato ao desenvolvimento mediúnico avalie antes de aceitar o compromisso de atuar em uma casa de Umbanda: disciplina, amor e caridade. A disciplina se observa pela ordem dos trabalhos. Os trabalhos ocorrem em harmonia ou são caóticos? Começam no horário previsto ou não possuem horários previstos? Os médiuns se recolhem em oração ou ficam na porta fumando, conversando, contando piadas? Todas essas questões devem ser observadas pelo candidato ao desenvolvimento que ...

Desenvolvimento Mediúnico na Umbanda - Capítulo 2: A obrigatoriedade da mediunidade

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Eis um assunto sobre o qual – tenho consciência – sou uma voz quase dissonante: a obrigatoriedade do desenvolvimento da mediunidade. No primeiro capítulo, expliquei o meu ponto de vista a respeito dos médiuns, deixando claro que, em minha interpretação, nem todas as pessoas podem, de fato, ser médiuns, embora boa parte delas tenha, pelo menos, um rudimento de mediunidade que lhes permita ter intuições, pressentimentos, etc. Para mim, apenas um número bem reduzido (se comparado a quantidade total de pessoas no mundo), são de fato médiuns e essas pessoas vieram para a Terra após um rigoroso processo de preparação do plano espiritual. O desenvolvimento mediúnico de que este livro se ocupa não é mais do que oferecer condições adequadas e seguras para que tais pessoas possam “acordar” a mediunidade adormecida em si mesmas. Mediunidade esta que lhes foi atribuída pelo plano espiritual e não por exercício da sua própria vontade. Costumo dizer que a escolha entre ser ou não ser médium ...